domingo, 9 de junho de 2019

⏳ Capitalismo X Comunismo ⌛

» Out of Series (09 de junho de 2019)

Como o assunto ainda está quente e o país continua dividido, resolvi expor meus pensamentos sobre esses dois sistemas econômicos. Mas antes quero externar minha surpresa em saber que há tantos comunistas no Brasil, e não só, mas esta “preferência” se espalhou silenciosamente pelo mundo todo. O que há algum tempo era motivo de vergonha, devido ao seu histórico mundial, agora é defendido abertamente, e pior, com orgulho. Mas deixando as escolhas individuais de lado (cada um conviva com as suas, boas ou más), vamos ao propósito desta postagem apesar de ser apenas o pensamento de um leigo leitor curioso.
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Se Darwin acertou em algo foi em dizer que na natureza sobrevivem os mais aptos. Sobrevivem, assim, os mais fortes, que conseguem sobrepujar os demais pela força, e os dissimulados, que conseguem, de alguma forma, enganar os mais fortes e escapar ou dominá-los pela astúcia.
Vamos deixar fora da conversa o que cada um dos sistemas provoca de pior na humanidade, pois, como escreveu o Apóstolo Paulo: “... o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males ...” (1Tm 6:10a [Nova Almeida Atualizada - NAA2017]) e, portanto, o problema não devia ser o sistema econômico em si. Vamos procurar abordar apenas o caráter real de cada um, isto é, o que acontece na prática.
O capitalismo, então, pode ser caracterizado pela sua natureza predatória, que “retira” riqueza que seria direito dos mais pobres e as concentra nas mãos dos mais ricos. Mas vamos nos deter um pouco em alguns aspectos desta maneira de pensar. Desde sempre que o homem faz comércio e sempre, sempre, a única forma de fazê-lo foi através do escambo, ou seja, através da troca de mercadorias. Apesar do termo não prever o uso de moeda, isto é, dinheiro, em algum momento a humanidade viu a necessidade de o usar. Nem sempre as trocas eram justas ou nem sempre havia interesse imediato daqueles que comercializavam. Cada indivíduo tem necessidades diferentes, em momentos diferentes. Assim surgiu primeiramente a “letra” (que era uma promessa de dívida que ficava registrada no livro daqueles que orientavam o mercado) e, posteriormente, o dinheiro, como forma de suprir uma necessidade ou resolver um problema. Mas, um princípio que sempre é ignorado (mas que não deve ser), é que todo comércio parte de um princípio básico e a este chamaremos aqui de “recurso”. Se um lado não tem qualquer recurso, não é possível haver comércio. De posse de um determinado “recurso”, que antes era trocado por outro “recurso” independente de seus valores, agora, passaram a ser “precificados”, ou seja, passaram a ter valores, em geral, diferentes. Então o comércio se dá basicamente da seguinte forma: abre-se mão de um “recurso”, que é precificado e trocado por “dinheiro” que representa o valor deste determinado “recurso” e o indivíduo pode, então, adquirir outros “recursos” de sua necessidade quando estas surgirem, de acordo com o valor do “recurso” que possuía inicialmente. Desta forma, dizer que os “pobres” têm direito a alguma riqueza é, no mínimo, estranho. Explico! Se pedirmos para alguém dizer o que possui de riqueza ele só poderá elencar aquilo que está em seu poder. Não é possível, por exemplo, dizer que é dono de uma mina de ouro, mesmo que na cidade que ele vive haja uma. Enquanto ele não estiver disposto a trocar “trabalho” por ouro, esse ouro nunca será dele. Assim, no capitalismo, aqueles que tem mais “trabalho” para trocar por riqueza, terá então, mais riqueza, enquanto aqueles que não estão dispostos a “investir”, não terão nada. Não convém imaginarmos como determinado recurso natural veio a ser posse de alguém. O fato de tal pessoa descobrir o valor que tinha, enquanto os demais não, já é motivo para dizer que os demais não tinham nada e que aquele tinha algo. Vamos explicar melhor com uma parábola contada por Jesus e que está escrita em Mateus 13:44: “O reino dos céus é semelhante a um tesouro oculto no campo, o qual certo homem, tendo-o achado, escondeu. E, transbordante de alegria, vai, vende tudo o que tem e compra aquele campo”. O antigo dono deste campo não tinha mais “recurso”, porque ele não sabia nem o que tinha.

---------- Outras postagens para sua leitura
Argumentação - a base da filosofia
Verdade Absoluta, Verdade Relativa, Meia-Verdade e Mentira
A morte de ateus
Cosmovisão: Origem, significado e formação

No outro lado temos então o comunismo que pode ser caracterizado pela dissimulação. Que sobrevive baseado no engano, hipocrisia e falsidade. Busca ganhar forças fazendo acreditar que aqueles que têm pouco, não possuem mais porque são forçados a isto, e assim desviam o “trabalho” das pessoas para “tomar de volta” o que nunca tiveram e colocar um “representante” para coordenar toda a “divisão” dos “recursos”.
Saindo um pouco do campo econômico o que vemos na história, inclusive recente, é que estes “representantes” levam muito a sério seu papel. E enquanto eles vivem bem, dizem que o povo está comendo do bom e do melhor, mesmo que estes estejam matando cachorro para se alimentar (literalmente). Enquanto vivem em belos palacetes, dizem que o povo vive bem, mesmo que estes fiquem felizes por estarem dormindo na rua, desde que consigam fugir de debaixo dos “cuidados” destes seus “representantes”. Mas, antes de chegar a este ponto, é necessário todo um convencimento através do belo discurso de igualdade (enquanto dividem a população em classes, grupos e raças diferentes que são levadas a lutarem entre si) – tática esta utilizada pelo Império Romano em tempos áureos, não é a única adotada pelo comunismo. Também pegaram deles a chamada política do pão e circo. Que engana a população com alimentação básica e diversão para que não se apercebam dos reais problemas que enfrentam enquanto seus “representantes” vivem no luxo e na fartura – e da proteção total do estado (transformando o estado em deus). Como deus o estado comunista passa a ser o detentor de todos os recursos e também o mantenedor de toda vida. É ele que define as leis e as formas de pensar e agir. Se ignora as necessidades particulares e passa a defini-las baseado em suas próprias (do representante). O indivíduo não mais existe, existe apenas o estado (isto é, o representante).
Voltando a economia o que vemos é uma total ignorância de como esta funciona. Acreditam que se tiverem a impressora de dinheiro podem resolver todos os problemas. Não sabem que “dinheiro” não é mais do que papel e tinta. Quanto mais imprimem papel sem “recurso” que o dê valor, menos o papel vale. Ainda temos exemplos no mundo que o papel moeda simplesmente é um incomodo devido a seu valor ser tão baixo que mesmo uma grande quantidade dele sequer vale um pão. Outro problema que essa prática de impressão de papel moeda provoca, além do que é chamando de “inflação”, é o descrédito externo. Ao se gerar papel para pagar dívidas públicas ou importações provoca um desequilíbrio nos outros países, que passam a restringir as negociações e até mesmo a aplicar sanções. Sem poder suprir necessidades que naturalmente não possuem entram em declínio econômico onde as alternativas adotadas são, primeiro “estatizar” empresas particulares achando que assim pode obter mais recurso (mesmo que de mentira) e, como não dá o resultado esperado, só resta então a redução populacional. Não importa quais meios precisaram usar (desde forçarem para que o povo abandone seu país até o genocídio; pela fome ou pela espada).
Economicamente o comunismo ainda é inviável. Como disse Winston Churchill: “A desvantagem do capitalismo é a desigual distribuição das riquezas; a vantagem do socialismo é a igual distribuição das misérias.”. Há pouco tempo o político brasileiro João Amoêdo disse em entrevista que a única forma de acabar com a desigualdade no país seria deixar todo mundo pobre. Ele não está errado! Simplesmente não há recurso suficiente para que todos sejam ricos (se bem que se todos tivessem a mesma quantidade de recursos também não seria possível dizer que todos sejam pobres, ao menos não em análise interna). Para mostrar isso façamos uma conta “de padaria”, apenas para você ter uma ideia do que ele quis dizer. Se pegarmos o PIB brasileiro de 2018 que foi de R$ 6,8 tri e subtrairmos o que foi gasto pelo estado no mesmo ano, que foi R$ 3,5 tri (e todos sabem como são péssimos os serviços prestados pelo estado) teríamos R$ 3,3 tri para dividir para todos os poucos mais de 202 milhões de brasileiros, o que daria 3.300.000.000.000 / 200.000.000 ficaríamos com algo em torno de R$ 16.335,00 por ano para cada habitante. Isto daria um valor aproximado de R$ 1.360,00 /mês para cada habitante. Se você acha que dá pra ser rico com este valor, então, se você trabalha, fique feliz, você já deve ser rico, porque muito provavelmente você já o tem, ou tem praticamente isso. Se considerarmos que o estado precisa gastar mais dinheiro com educação e saúde, por exemplo, este valor por mês será menor, podendo até mesmo ficar no patamar de Cuba, que seria algo em torno de R$ 116,00 /mês para cada habitante, fique novamente feliz, porque se você recebe algum benefício do governo, como, por exemplo, o bolsa família, então você já o deve ter.
Vindo para o real motivo desta postagem. Vez por outra vemos algum comunista dizendo que Jesus é comunista. Definitivamente, não! Deus não é comunista. E não precisarei falar muito para mostrar isso. Preciso apenas de uma outra parábola contada por Jesus, e que está escrita em Mateus 22:14-30. Peço que a leia em sua Bíblia pois aqui vamos fazer apenas um breve resumo durante uma também breve explanação.
Todas as parábolas contadas por Jesus eram representações do Reino dos Céus. Nesta um empresário foi fazer uma viagem de negócios e deixou algum dinheiro com seus colaboradores. Um recebeu cinco “dinheiros”, outro três e um terceiro, um. Os dois primeiros negociaram e conseguiram dobrar o valor recebido durante o período de viagem do patrão, mas, o terceiro, sabendo que aquele era muito exigente e com medo de perder o dinheiro ao negociar, guardou-o e devolveu o mesmo valor recebido. A conclusão foi que este último foi punido pela sua incompetência.
Vemos nela claramente o caráter não comunista de Deus. Primeiro porque o empresário não é recriminado na parábola, nem por ter patrimônio, nem por ser empresário e nem por ter pessoas trabalhando para ele e nem por ter punido o mau funcionário. O mesmo acontece em relação a Ele. É um Senhor que tem servos e que dá a eles “talentos” para trabalharem e fazerem com que Seu Reino cresça e aqueles que não fizerem bons usos dos “talentos” recebidos, serão castigados.
O Reino de Deus em todos os aspectos é uma monarquia.

Esperamos que tenham compreendido, mas, caso algum ponto não tenha ficado claro, deixem suas dúvidas, críticas, sugestões e opiniões nos comentários e, se for proveitoso para todos, responderei ou abordaremos em uma próxima postagem, se Deus assim nos permitir. Até a próxima!

"Ele lhes respondeu: A vós outros vos é dado conhecer o mistério do reino de Deus; mas, aos de fora, tudo se ensina por meio de parábolas, para que, vendo, vejam e não percebam; e, ouvindo, ouçam e não entendam; para que não venham a converter-se, e haja perdão para eles." (Mc 4:12)
DEUS OS ABENÇOE GRANDEMENTE!
Ozires de Beserra da Silva
Técnico em Informática, Graduado em Matemática e Servo do Deus Altíssimo.

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segunda-feira, 29 de abril de 2019

✨ Argumentação – a base da filosofia ✨

» Cosmovisões – Parte 03 (29 de abril de 2019)

INTRODUÇÃO
Agora que sabemos que existem verdades absolutas e relativas, meias-verdades e mentiras e como já conhecemos um pouco do caminho de como as identificar, precisamos agora entrar na seara do raciocínio lógico, que é o uso coordenado de proposições com intuito de formar um argumento. Como você leu no título a argumentação é a base da filosofia. Como PADRÃO escreveu: “argumentação é o coração da filosofia”, logo, sem bons e verdadeiros argumentos, a filosofia não passa de tentativa de manipulação.

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O QUE É ARGUMENTAÇÃO
Argumentação é um conjunto de proposições que visam justificar algum ponto de vista. Os argumentos mais comuns são formados por duas premissas e uma conclusão, mas não limitados a isso, e deve seguir princípios dos quais dois serão muito utilizados (trataremos deles mais à frente). As premissas podem ser vistas como razões que justificam a conclusão. Trazendo um exemplo dado por GEISLER & TUREK:
1. Todos os homens são mortais.
2. João é um homem.
3. Portanto, João é mortal.

PREMISSAS VERDADEIRAS OU FALAS
Como você deve ter notado as premissas são cada proposição ou afirmação dada em um argumento. Elas podem ser verdadeiras, quando a afirmação é uma verdade absoluta, ou falsa, quando a afirmação é uma mentira. As postagens anteriores mostram os princípios para as identificar, mas é indispensável o estudo crítico das informações recebidas para as identificar bem.
As premissas são as partes que antecedem a conclusão de um argumento e estes (os argumentos) podem ser válidos ou inválidos.
ARGUMENTAÇÃO VÁLIDA
O argumento é considerado válido quando a conclusão tem relação com as premissas. O exemplo que foi citado acima é de um argumento válido. Mesmo que alguma das premissas sejam falsas o argumento pode ser válido, como no exemplo abaixo dado por PADRÃO:
1. Todos os números primos são pares.
2. Nove é um número primo.
3. Logo, nove é um número par.

ARGUMENTAÇÃO INVÁLIDA
Um argumento será inválido quando a conclusão não estiver ligada as premissas ou apesar das premissas serem verdadeiras a conclusão é falsa. Por exemplo:
1. Se fizer sol irei a praia.
2. Faz sol.
3. Então eu vou ao cinema.
Neste argumento apensar de premissas e conclusão serem verdadeiros este argumento não é válido pois a conclusão não está de acordo com as premissas. O outro exemplo:
1. Imortais não morrem.
2. Os vampiros são imortais.
3. Logo, vampiros não morrem.
Como podem ver, o argumento é inválido porque apesar de vampiros (na ficção, claro) serem chamados de imortais, eles morrem.

PARA FACILITAR
Para facilitar nossa vida a partir deste ponto chamaremos o argumento inteiro de verdade ou mentira. Se um argumento for o que PADRÃO chama de “argumento sólido”, isto é, um argumento que possui premissas e conclusões verdadeiras, chamaremos de verdade (absoluta ou relativa). Se o argumento for inválido ou tiver ao menos uma premissa falsa, chamaremos de mentira (também passaremos a tratar as meia-verdades como mentiras).

PRINCÍPIOS DA ARGUMENTAÇÃO
Os dois princípios da argumentação que usaremos bastante e aos quais queremos que estejam familiarizados são:
a. Lei da não-contradição: este princípio pode ser evidente ou não. Dentro de um argumento “comum”, como os mostrados anteriormente, esta lei faz com que uma das premissas anule outra ou a conclusão. Quando o argumento está em apenas uma frase (geralmente na frase há premissa e conclusão, mesmo que oculta) precisamos de um pouco mais de cuidado. Por exemplo frases como: “Todas as verdades são relativas” e “a verdade não pode ser conhecida”, são autocontraditórias, isto é, são falsas em si mesmas. No primeiro exemplo para que ela fosse uma verdade a própria frase teria que ser uma verdade absoluta, logo haveria ao menos uma verdade absoluta: o próprio argumento, assim, dizer que não há verdade absoluta é uma mentira. O segundo exemplo segue raciocínio parecido. Mudar a frase para “Há apenas uma verdade absoluta: que todas as verdades são relativas.”, não melhora a situação. Vamos colocar isto em formato de argumentação:
1. Há apenas uma verdade absoluta.
2. Todas as verdades são relativas.
3. Logo, ...
Como podem ver, qualquer conclusão não será terá relação com as premissas, pois elas são contraditórias (se anulam).
b. lei da exclusão do meio-termo ou terceiro excluído: como deve ter ficado claro acima, premissas e conclusão só podem ser verdadeiras ou falsas, isto é, verdade ou mentira; “é” ou “não é”. Utilizando o exemplo que usamos em outra postagem de teístas e ateístas, eles têm uma visão distinta e diretamente oposta: Deus existe ou não. Não há uma terceira opção ou meio termo. Assim um dos dois estará crendo na verdade e o outro, inevitavelmente, na mentira.

ESTÓRIA QUE ILUSTRA A IMPORTÂNCIA DO ARGUMENTO
SIRE, abre seu livro (Dando nome ao elefante) com uma estória interessante que mostra a importância do argumento. Por retratar algo bastante corriqueiro geralmente não percebemos que o que estamos fazendo seja uma argumentação. Não posso aqui trazer a estória completa, mas vou fazer uma síntese para você entender o ponto:
Certo dia um menino chega para o pai e pergunta como o mundo fica suspenso no espaço.
O pai respondeu que era um camelo que sustentava o mundo.
O menino então pergunta o que sustenta o camelo.
O pai responde que é um canguru.
O menino não satisfeito, pergunta o que sustenta o canguru.
O pai responde que há outro animal que sustenta o canguru e a cada vez que a criança pergunta o que sustenta o animal anterior o pai cita um animal diferente chegando até um elefante.
O menino, ainda não satisfeito, pergunta o que sustenta o elefante e o pai, já cansado daquilo e sem saber o que dizer, responde: “é elefante a perder de vista”.
Nesta estória que um mau argumento entra num ciclo infindável de porquês e nenhuma resposta é satisfatória. No final a única resposta é, como diria Chicó, do “Auto da Compadecida”, do escritor Ariano Suassuna: “não sei, só sei que é assim”.
O que esta estória ilustra além da importância do argumento são “duas características de qualquer cosmovisão: seu entendimento da realidade primordial e sua natureza pré-teórica” (SIRE).
Mas o que vem a ser “realidade primordial”? É aquilo que é realmente real (soou meio estranho, mas é isto mesmo, rsrsrsrs). É a partir deste ponto que podemos definir como algo pode ser conhecido e a partir daí formular perguntas e respostas a estas perguntas. Como escreveu Sigmund Freud: “Em minha opinião ... cosmovisão é uma construção intelectual que resolve todos os problemas da existência de maneira uniforme com base em hipótese primordial, que, por conseguinte, não deixa perguntas sem resposta e na qual tudo o que nos interessa encontra seu lugar permanente.” (APUD SIRE).
E o que é a natureza pré-teórica? É aquilo que você conhece intuitivamente. Que não é preciso formular um argumento para defender a existência ou ser entendida como verdade absoluta. São as noções mais básicas que temos e as quais quase nunca pensamos sobre elas, mas que sustentam todas as nossas escolhas.

CONCLUINDO
Agora que já sabemos como nos orientar para saber quais são verdadeiras e quais são falsas será muito mais fácil tirarmos conclusões acertadas do que vamos estudar. Lembrando que quanto mais evidências temos, de menos fé precisamos; que a verdade existe, que ela é importante e que é possível identifica-la e conhece-la.
A partir da próxima postagem começaremos a tratar de outros pontos fundamentais das cosmovisões antes de entrarmos nas cosmovisões fundamentadas mais conhecidas.

Até a próxima!

" "Porque nada podemos contra a verdade, senão em favor da própria verdade." (II Co. 13:8) "Por isso, deixando a mentira, fale cada um a verdade com o seu próximo, porque somos membros uns dos outros." (Ef. 4:25)
DEUS OS ABENÇOE GRANDEMENTE!
Ozires de Beserra da Silva
Técnico em Informática, Graduado em Matemática e Servo do Deus Altíssimo.
Visitem nosso blog: http://sepade.blogspot.com

Bibliografia

- GEISLER, Norman & TUREK, Frank. Não tenho fé suficiente para ser ateu. Editora Vida, 2006.
- PADRÃO, António – Algumas noções de lógica. Portugal, 2004. Disponível em: https://criticanarede.com/log_nocoes.html. Acesso em 12/03/2019;
- SIRE, James W. Dando nome ao elefante: Cosmovisão como um conceito. 2ª edição. Brasília, DF: Editora Monergismo, 2012;
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quinta-feira, 28 de março de 2019

📘 Sobre Deus ser bom ou ruim 📖

» Série: Aparentes Contradições da Bíblia (28 de março de 2019)
“Deus é...
... bom ...
(Sl 45:9) O Senhor é bom para todos. [na verdade é o Salmo 145:9]
(Dt 32:4) Ele é justo e reto.

... ou ruim? ...
(Is 45:7) Eu formo a luz, e crio as trevas, eu faço a paz, e crio o mal; eu, o Senhor, faço todas as coisas.
(Lm 3:38) Não é da boca do Altíssimo que saem o mal e o bem?
(Jr 8:11) Assim diz o Senhor: Olhai! Estou forjando mal contra vós, e projeto um plano contra vós. [na verdade é Jeremias 18:11]
(Ez 20:25-26) Também lhe dei estatutos que não eram bons, e juízos pelos quais não haviam de viver; deixei-os contaminar-se em seus próprios dons, nos quais faziam passar pelo fogo tudo o que abre a madre, para os assolar, a fim de que soubessem que Eu sou o Senhor.”
Obs.: O texto entre as aspas foi transcrito conforme chegou até nós.

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É recomendado que este texto só seja lido após a leitura da postagem: Sobre Deus mudar de ideia e se arrepender (de 11 de fevereiro de 2019).
O que digo? Não é muito comum Nosso Amigo errar as referências dos textos, mas desta vez ele foi meio relapso. Entretanto é hábito dele usar textos fora do contexto, o que já dissemos que é extremamente perigoso para a compreensão correta das Escrituras Sagradas (ou de quaisquer outra coisa); assim, não é de admirar que ele aponte tantas contradições na Bíblia, as quais, em sua maioria, se mostram infundadas logo ao lermos seu contexto. Então vamos desfazer mais esse mal-entendido e aproveitar para mostrar que desta vez fez uso de mais uma artimanha para ludibriar seus incautos leitores. Vamos começar por isso.

Ah, a língua portuguesa
Queremos começar mostrando como Nosso Amigo foi astuto ao utilizar recursos da língua portuguesa para manipular seus leitores.
Talvez você tenha estranhado (mas não tenha dado muita importância ao fato) que ele tenha usado como ponto de contradição os adjetivos “bom” e “ruim” e não os antônimos diretos “bom” e “mau”.
Isto foi feito propositalmente por ele para enganá-los! Fugindo do esperado, da normalidade, mas se aproveitando da flexibilidade da língua portuguesa. Pode até tentar justificar que são palavras sinônimas, decerto, mas há uma diferença entre elas.
Se você fizer uma busca por antônimos, por exemplo no site https://www.antonimos.com.br/bom, verá que “ruim” não aparece como contrário de “bom” quando este se refere ao adjetivo “bondoso”. Mas, se você inverter a pesquisa, buscando por “ruim” vai aparecer como contrário a “bom” em algum sentido não específico da palavra. Sentido este delimitado “apenas” pela sinonímia.
Diferentemente se você buscar o antônimo de “mau”, logo notará que há uma especificação clara de significados.
Assim, podemos concluir que a contradição não existe devido aos textos apresentados para definir um caráter “mau” de Deus, não serem sobre Sua natureza, enquanto que os textos para “bom” o são.
Mas, apesar de acreditarmos que apenas isso fosse suficiente, mais a frente vamos analisar os textos dentro de seus contextos, para não restarem dúvidas.
Antes disso vamos falar sobre outras coisas:

Bondade, igualdade e justiça nem sempre são parceiras
A imagem acima é uma situação hipotética que retrata três situações e nelas queremos que foquem em três aspectos: igualdade, justiça e bondade.
A ideia não é minha. Me foi enviada por um amigo nas redes sociais a muito tempo. Apenas remontei com algumas alterações.
Como é possível notar, nem sempre as três coisas (igualdade, justiça e bondade) vão estar juntas em um único “acontecimento” (neste caso cada quadro retrata um acontecimento). E parecerá ainda menos quando a ocasião da justiça envolver punição (que não é o caso desta imagem, evidentemente).
Vamos partir daqui com um exemplo mais prático: privar alguém de sua liberdade é ruim. Mas se quem está privando for um juiz e quem estiver sendo privado for um criminoso? Podemos dizer se o juiz é bom ou mau? Será que é possível adjetiva-lo nestes termos?
É neste ponto que acontecem confusões quando tratamos dos atos de Deus. Querem acreditar que por Deus ser bom ele não pode punir. O que é um engano!
O que ocorre, como vemos nos dois primeiros textos apontados na abertura desta postagem, é que apensar de Deus ser bom, ele também é justo (faz parte de Seus atributos); e assim é necessário, por vezes, trazer punições para aqueles que continuamente infringem Suas leis.
Se Deus pune, então como pode ser bom? Pode ser sua pergunta.
A resposta é simples: Deus tarda em punir, esperando que as pessoas se arrependam de seus atos. Apenas quando suas iniquidades alcançam uma determinada intensidade, é que Deus aplica juízo (Ne. 9:17; Jó 35:15; Sl. 145:8; Jl. 2:13; Jn. 4:2) como está escrito “O SENHOR é tardio em irar-se, mas grande em poder, e ao culpado não tem por inocente” (Na. 1:3a [ACF]). mas, “Acaso, tenho eu prazer na morte do perverso? —diz o SENHOR Deus; não desejo eu, antes, que ele se converta dos seus caminhos e viva?” (Ez. 18:23). Entretanto, “Desviando-se o justo da sua justiça e cometendo iniquidade, morrerá por causa dela; na iniquidade que cometeu, morrerá.” (Ez. 18:26).

Não vamos aqui focar na explicação de como Deus pode ser bom e existir tanto mal no mundo, mas acredito que a mensagem da imagem ao lado é suficiente, ao menos por hora, para explicar. Em livro tratamos mais detalhadamente do assunto. Esperamos em Deus que possamos termina-lo.
Nos atendo, então, aos textos que Nosso Amigo apontou, vamos abordar cada um deles na tentativa de os ajudar a entende-los:
Is. 45:7 – A palavra hebraica que foi traduzida por “mal” tem uma boa diversidade de significados. Todos, evidentemente, relacionados a algum tipo de mal, tais como: desagradável, aflição, miséria, adversidade. Como o texto traz contrastes, inicialmente entre “luz” e “trevas”, seria de esperar que a sequência também assim fizesse, e é neste sentido que o texto deve ser entendido. No caso devemos entender “paz” como “tranquilidade” e “mal” como “calamidade”. A versão que traz um entendimento mais simples deste versículo seria a BV (Bíblia Viva): “Eu crio a luz e a escuridão. Eu controlo todos os acontecimentos, os bons e os maus. Eu, o Senhor, é que faço todas essas coisas”. O contexto no qual este texto está inserido começa com os pecados do povo de Israel, o que culmina em sua derrota na guerra travada contra a Babilônia e seu consequente exílio. Agora Deus está dizendo ao Seu povo que usaria aquela mesma nação que havia destruído a cidade de Jerusalém para a restaurar. Explicando de outra forma, por causa do pecado do povo, Deus usa a guerra para puni-los e agora usará o mesmo governo que os escravizava para restaurar a nação de Israel. É neste sentido que Deus usa as circunstâncias boas e más para seus desígnios.
Lm. 3:38 – Neste texto vemos que tudo procede de Deus. Em uma visão bem simplista sobre a criação, Deus é o criador de todas as coisas, portanto, também criador do mal. Mas, como disse, esta é uma visão bem simplista, pois não é assim tão simples; mas isto é assunto para outro trabalho. O contexto aqui é a queda de Jerusalém para a Babilônia e a angústia (lamentações) do profeta Jeremias (muito provavelmente). Angustia essa estabelecida pela consciência do pecado cometido pelo povo contra Deus (Lm. 1:8), de como os falsos profetas os enganaram e não os alertaram de suas faltas (Lm. 2:14) e a terrível experiência de sua alma amargurada por causa dos terrores que vivenciou (Lm. 3:1-2). Atormentado por suas angústias disse: “Minha alma, continuamente, os recorda e se abate dentro de mim” (Lm. 3:20); então lembra-se de como o Senhor é bom, e diz: “Quero trazer à memória o que me pode dar esperança. As misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim; renovam-se cada manhã. Grande é a tua fidelidade” (Lm. 3:21-23) e conclui: “Então de que se pode queixar o homem, se ainda está vivo, apesar dos seus pecados?” (Lm. 3:39 [BPT – Bíblia para todos]). De sorte que o profeta tem plena consciência de que todo mal que caiu sobre eles foram em consequência (ou por punição) de seus próprios pecados.
Jr. 18:11 – O contexto é de um povo que abandonou a Deus e estava adorando outros deuses. Seus pecados haviam crescido tanto que tramavam em tirar a vida do profeta, apenas porque ele falava contra suas falhas e os advertia das consequências que seus pecados trariam. Essas consequências estavam nos planos que Deus traçava caso eles não se arrependessem. Os planos à que este vv. faz referência está descrito no vv. 21 do mesmo capítulo: “Portanto, entrega seus filhos à fome e ao poder da espada; sejam suas mulheres roubadas dos filhos e fiquem viúvas; seus maridos sejam mortos de peste, e os seus jovens, feridos à espada na peleja”. O pecado sempre trará consequências, algumas até de morte. Atentem para estes versos: “Palavra do SENHOR que veio a Jeremias, dizendo: Dispõe-te, e desce à casa do oleiro, e lá ouvirás as minhas palavras. Desci à casa do oleiro, e eis que ele estava entregue à sua obra sobre as rodas. Como o vaso que o oleiro fazia de barro se lhe estragou na mão, tornou a fazer dele outro vaso, segundo bem lhe pareceu. Então, veio a mim a palavra do SENHOR: Não poderei eu fazer de vós como fez este oleiro, ó casa de Israel?” (Jr 18:1-6a). Como Deus nos fez do barro (Gn. 2:7), somos como vasos em suas mãos, então “Quem és tu, ó homem, para discutires com Deus?! Porventura, pode o objeto perguntar a quem o fez: Por que me fizeste assim?” (Rm. 9:20).
Ez. 20:25-26 – O contexto é de quando alguns dos anciãos foram até Ezequiel para que este consultasse ao Senhor (vv. 1), mas Deus se recusa a lhes ouvir (vv. 2). Narra o que aconteceu ao tirar o povo do Egito (vv. 5) e como, mesmo não O obedecendo (vv. 8), manteve sua promessa (vv. 9), se revelou a eles (vv. 10), lhes deu os mandamentos para seguirem (vv. 11), lhes proporcionou descanso (vv. 12) e os fez entrar em uma terra de fartura (vv. 28). Mesmo Deus tendo se revelado a eles com grandes e diversas manifestações de poder ainda assim se rebelaram contra Ele (vv. 27). Deus, no entanto, repetidamente lhes perdoou e passou seus estatutos para seus filhos (vv. 21), mas estes também se rebelaram contra Ele (vv. 24). Então Deus permitiu que fizessem o que queriam para que condenassem a si próprios (vv. 25-26). O mesmo acontece hoje, como podemos ver nas palavras de São Paulo: “Sim, eles conheciam algo sobre Deus, mas não o adoraram nem lhe agradeceram. Em vez disso, começaram a inventar ideias tolas e, com isso, sua mente ficou obscurecida e confusa. ... Por isso, Deus os entregou aos desejos pecaminosos de seu coração. Como resultado, praticaram entre si coisas desprezíveis e degradantes com o próprio corpo. Trocaram a verdade sobre Deus pela mentira. Desse modo, adoraram e serviram coisas que Deus criou, em lugar do Criador, que é digno de louvor eterno! Amém. Por isso, Deus os entregou a desejos vergonhosos. Até as mulheres trocaram sua forma natural de ter relações sexuais por práticas não naturais. E os homens, em vez de ter relações sexuais normais com mulheres, arderam de desejo uns pelos outros. Homens praticaram atos indecentes com outros homens e, em decorrência desse pecado, sofreram em si mesmos o castigo que mereciam. Uma vez que consideraram que conhecer a Deus era algo inútil, o próprio Deus os entregou a um inútil modo de pensar, deixando que fizessem coisas que jamais deveriam ser feitas. ... Sabem que, de acordo com a justiça de Deus, quem pratica essas coisas merece morrer, mas ainda assim continuam a praticá-las. E, o que é pior, incentivam outros a também fazê-lo.” (Rm 1:21, 24-28, 32 [NVT], grifo nosso).

Conclusão
Deus é tão bom que nos orienta como devemos viver.
Quando nos desviamos, Ele nos avisa e usa meios para que voltemos ao caminho certo.
E quando mesmo sabendo de tudo isso, insistimos em O desagradar, Ele continua sendo bom e nos deixa fazer o que quisermos, entretanto, Ele também é justo juiz e nos julgará. E não poderemos depois reclamar das consequências e punições que receberemos.

Assim encerramos mais esta postagem, crendo que tenha ficado claro que não há contradições entre os textos apresentados. Os aguardamos nas próximas postagens.

"A condenação é esta: a luz veio ao mundo, mas os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más. Pois todo aquele que pratica o mal detesta a luz e não se aproxima da luz, para que as suas obras não sejam reprovadas." (Jo. 3:19-20 [NAA – Nova Almeida Atualizada Ver. 2017).
DEUS OS ABENÇOE GRANDEMENTE!
Ozires de Beserra da Silva
Técnico em Informática, Graduado em Matemática e Servo do Deus Altíssimo.
 Curso de manicure e pedicure

domingo, 17 de março de 2019

♪ Eu tô zen, por MC Kekel ♫

- Cuidado com o que ouve! (17 de março de 2019)

A música desta postagem sai um pouco de nosso “meio”, isto é, contém algumas gírias que não conhecemos, mas ela tem alguns aspectos interessantes que valem a pena abordar e, como é uma música cativante, devido a sua melodia, e mesmo que a letra seja parca, pode facilmente influenciar os ouvintes. Então, vamos a letra:
►◄►◄►◄
01. Solteiro, novamente eu 'to zen (repete 3x)
02. Só quero beijar sem sentimento pra ninguém (e repete 01. e 02.)

03. Pra causar, pra viver
04. Pra sair, pra zoar
05. De amor, sem saber
06. Não 'to nessa, só quero ver o jogo só rolar

07. Sem amar, sem perder
08. Sem chorar, sem sofrer
09. Pra viver sempre bem
10. Só quero pegar, só quero beijar
11. Sem amar ninguém (2x)

12. Solteiro, novamente eu 'to zen (3x)
13. Só quero beijar sem sentimento pra ninguém (e repete 12. e 13. e depois repete tudo)

Compositores: Kedson William Da Silva
Letra de Eu Tô Zen © Ubc

Esta música, apesar de ser bastante repetitiva (típico de doutrinação, no pior sentido da palavra), traz algumas coisas interessantes, mas, há uma que não vamos abordar na análise de cada linha, que é o fato dela fazer clara distinção entre amor e sexo. As músicas, há muito que misturam as duas coisas e esta, neste aspecto, destoa (agora no melhor sentido da palavra). As demais vamos ver a partir de agora:
A. Na linha “1” e “12” apesar de ser possível utilizar o termo “solteiro” informalmente como alguém “que não está mais casado” este significado moderno é um erro. Isto porque em sua maioria é utilizado para esconder um fato que pode lhe causar desconforto: saiu de um relacionamento que fracassou. À maioria das pessoas preferem esconder um fracasso do que utilizá-lo como aprendizado para melhorar e acertar na próxima tentativa. Mas o pior é que ao esconder um relacionamento que não deu certo você pode estar enganando aos outros e a si mesmo. Você não é obrigado a dar explicações a ninguém de sua vida pessoal, e justamente por isso, você não precisa esconder que cometeu erros. Somos humanos e erramos. Todos erram. Ao invés dessa música lhe incentivar a ser uma pessoa melhor, diz para você esconder suas frustrações dentro de si mesmo, enterra-la em seu coração, quando São Pedro nos lembra que devemos, estar “lançando sobre Ele toda a vossa ansiedade, porque Ele tem cuidado de vós.” (I Pe. 5:7), isto é, não devemos guardar frustrações e rancores, antes devemos lança-los fora, aos pés do SENHOR. Este verso ainda traz a ideia de que estar em um relacionamento é complicado, trabalhoso; é algo que deixa aflito e, consequentemente, que deve ser evitado. Não poderia estar mais errado. Decerto que relacionamentos não são fáceis em vários momentos, mas, se fizermos as escolhas certas, colocando Deus acima de tudo e a frente de cada decisão, teremos momentos maravilhosos que superarão em muito os momentos ruins. Ah, e momentos ruins acontecem com todo mundo e os solteiros não são exceção;
B. Na linha “2” deixa claro não querer mais entrar em um relacionamento. Teve uma má experiência e não quer tentar novamente. Mas o pior não é isso; é não reconhecer que teve parte no fracasso. Como parte integrante do relacionamento, quando ele naufraga, você também é culpado. Talvez tentemos nos justificar para nós mesmos e para os outros, mas se tivéssemos feito algumas coisas de forma diferente, será que o relacionamento não teria dado certo? Geralmente fazemos escolhas erradas. Mas os relacionamentos geralmente dão errado porque já começam errados. Se começou errado e Deus não for incluído para consertar, certamente dará errado. Outra coisa neste verso é que agora ele está disposto a se preservar. Mas, “não dar sentimento” é o mesmo que usar a outra pessoa. É trata-la como objeto. É egoísmo. É não se importar com o que causará no outro;
C. Na linha “3” há uma gíria que, como disse no início, não faz parte “do meu mundo”, mas imagino que “pra causar” signifique “para impactar” ou “para provocar”, mas não sei como estas definições se harmonizam com o restante da linha. É preciso impactar para viver? Ou só se vive se impactar? Ou então seria uma forma de dizer que “quer viver intensamente”? Mas, se este último for o caso, é realmente possível ser feliz usando as outras pessoas? Lembremos que a terceira lei de Newton diz: “A toda ação há sempre uma reação oposta e de igual intensidade”;
D. Na linha “4” está um pouco mais simples. Ele diz que quer sair pra se divertir sem compromisso. “Aproveitar a liberdade” que agora tem e ir pra farra. Bom, tem gosto pra tudo no mundo. Mas, se ele não podia se divertir indo para as festas no relacionamento que tinha, não é um indício de que ele tinha escolhido mal? Então temos que pensar qual realmente o motivo do fracasso? Em um relacionamento ambos devem abrir mão de algumas coisas ou os dois devem gostar de fazer exatamente as mesmas coisas; caso contrário não dará certo. É muito provável que seus próprios desejos foram o motivo do fracasso;
E. As linhas “5” e “6” não consegui entender. Por favor me ajudem colocando aí nos comentários o que vocês acham que seria;
F. Nas linhas “7” a “9” diz que não vai amar para não ter que perder. Ele não podia estar mais errado. Com o amor é que ganhamos, inclusive quando perdemos. Na verdade, diria que é preciso perder para poder amar, e, quando se ama, é que você percebe que a troca valeu a pena. Viver sempre bem sem amar é impossível. Assim como é impossível amar sem sofrer. Como diz o belo texto de São Paulo: “O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.” (I Co. 13:4-7, grifo nosso) e, como escreveu o Apóstolo João: “No amor não existe medo; antes, o perfeito amor lança fora o medo. Ora, o medo produz tormento; logo, aquele que teme não é aperfeiçoado no amor.” (I Jo. 4:18);
G. Nas linhas “10” a “11” apenas deixa claro o que já disse antes, que só vai “ficar”, sem estar disposto a amar. É evidente que depois de mais esta experiência fracassar (e vai), ele pode se envolver novamente com alguém, mas até lá, quantas pessoas terá feito sofrer?
Vamos ficando por aqui. Nos ajudem com as linhas “5” e “6” deixando seus entendimentos aí nos comentários e tenham cuidado com o que ouvem para que não venham a olhar o mundo de forma distorcida, mas, sim, pela lente transparente da Palavra de Deus.
P.S.: Se tiverem alguma música que queiram entende-la melhor, deixe seu título e interprete nos comentários. Podem ser músicas seculares ou gospel. Faremos o possível para atendê-los.
Que Deus nos dê sabedoria e renove nosso entendimento.
Ora, o intuito da presente admoestação visa ao amor que procede de coração puro, e de consciência boa, e de fé sem hipocrisia. Desviando-se algumas pessoas destas coisas, perderam-se em loquacidade frívola, pretendendo passar por mestres da lei, não compreendendo, todavia, nem o que dizem, nem os assuntos sobre os quais fazem ousadas asseverações.” (I Tm. 1:5-7)
DEUS OS ABENÇOE GRANDEMENTE!
Ozires de Beserra da Silva
Técnico em Informática, Graduado em Matemática e Servo do Deus Altíssimo.

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