terça-feira, 4 de agosto de 2015

.: Uma pergunta pode mudar uma história :. (04 de Agosto de 2015)


- A Bíblia se contradiz quanto as ações e propósitos de Deus para com Moisés?
Continuando sobre as contradições apontadas, na sequência que estão escritas, vamos ver o que foi dito sobre as ações e propósitos para com Moisés e o povo de Israel, que era escravo no Egito:
“Deus envia Moisés para o ‘egito’ resgatar os filhos de Israel (Êxodo 3:10.4:19-23). [Vem, agora, e eu te enviarei a Faraó, para que tires o meu povo, os filhos de Israel, do Egito. Disse também o SENHOR a Moisés, em Midiã: Vai, torna para o Egito, porque são mortos todos os que procuravam tirar-te a vida. Tomou, pois, Moisés a sua mulher e os seus filhos; fê-los montar num jumento e voltou para a terra do Egito. Moisés levava na mão o bordão de Deus. Disse o SENHOR a Moisés: Quando voltares ao Egito, vê que faças diante de Faraó todos os milagres que te hei posto na mão; mas eu lhe endurecerei o coração, para que não deixe ir o povo. Dirás a Faraó: Assim diz o SENHOR: Israel é meu filho, meu primogênito. Digo-te, pois: deixa ir meu filho, para que me sirva; mas, se recusares deixá-lo ir, eis que eu matarei teu filho, teu primogênito.]”
“No caminho, Deus ameaçou Moisés de morte. Não proveu de explicação (Êxodo 4:24-26) [Estando Moisés no caminho, numa estalagem, encontrou-o o SENHOR e o quis matar. Então, Zípora tomou uma pedra aguda, cortou o prepúcio de seu filho, lançou-o aos pés de Moisés e lhe disse: Sem dúvida, tu és para mim esposo sanguinário. Assim, o SENHOR o deixou. Ela disse: Esposo sanguinário, por causa da circuncisão.]”
Obs.: O texto entre as aspas foi transcrito conforme escrito e o texto entre colchetes eu incluí, sendo, estes, os textos referentes aos versículos citados como defesa de sua tese.
O que digo? Que fica cada vês mais evidente a desonestidade do Nosso Amigo. O próprio texto citado por ele explica o motivo pelo qual Deus o ameaçou de morte. Moisés não havia feito a circuncisão de seu filho, no período que fora estipulado por Deus, quando da aliança feita com Abraão (Gn. 17:9-13).
Além do explicado explicitamente no texto podemos ainda supor vários outros motivos para os acontecimentos mostrados. Moisés que cresceu entre os egípcios, aprendendo tudo sobre a cultura e os deuses egípcios, não dava a devida importância aos mandamentos de Deus para Israel. Também podemos acreditar que muitas coisas haviam deixado de serem realizadas, do povo para com Deus, e por isso Deus permitiu que o povo fosse escravizado. Também serviu para que a esposa e filhos de Moisés tivessem uma experiência real com Deus e não viessem a duvidar das palavras de Moisés. Ainda hoje quando alguém diz que fala com Deus e ele o atende é chamado de maluco. Imaginem alguém dizer que ouvir a voz de Deus, como se estivesse falando com um amigo a sua frente…
Podemos citar mais alguns motivos, mas deixo para exercício dos leitores. Afinal, entender a Bíblia e a vontade de Deus para nossas vidas é um propósito de Deus, então é possível que a entendamos.
Peço a Deus que nos ajude a entender melhor as Escrituras Sagradas, sua vontade para nossas vidas e que possamos pôr em prática tudo que aprendermos n’Ela.
DEUS OS ABENÇOE GRANDEMENTE!
Ozires de Beserra da Silva
Técnico em Informática, Concluinte do Curso de Licenciatura em Matemática e Servo do Deus Altíssimo.

quinta-feira, 30 de julho de 2015

.: Uma pergunta pode mudar uma história :. (30 de Julho de 2015)

 - A Bíblia se contradiz quanto as aflições dos homens?

Continuando sobre as contradições apontadas, na sequência que estão escritas, vamos ver o que foi dito sobre as aflições que vêm sobre os homens:
“Deus admitiu que Ele é a causa da surdez e da cegueira (Êxodo 4:11). [Respondeu-lhe o SENHOR: Quem fez a boca do homem? Ou quem faz o mudo, ou o surdo, ou o que vê, ou o cego? Não sou eu, o SENHOR?]”
“Contudo, Deus não aflige os homens por vontade própria (Lamentações 3:33) [porque não aflige, nem entristece de bom grado os filhos dos homens.]”
Obs.: O texto entre as aspas foi transcrito conforme escrito e o texto entre colchetes eu incluí, sendo, estes, os textos referentes aos versículos citados como defesa de sua tese.
O que digo? Fiquei realmente triste em ver como algumas pessoas distorcem as Escrituras apenas para satisfazer seus desejos. Temos aqui um claro exemplo disso. De início estava resolvido em não comentar este ponto, devido a desonestidade clara usada aqui. Mas vamos fazê-lo, até porque me comprometi a isso.
Vamos admitir aqui, seguindo o raciocínio do Nosso Amigo, que nascer com algum problema físico seja uma aflição dada por Deus já que Deus é o autor de toda a criação. Mas, se estamos dizendo que Deus é o autor de toda a criação, temos que admitir os propósitos de Deus para a criação.
Sabemos que Adão e Eva não tinham nenhum problema e nem que foram feitos para morrer (Gn. 1:31; Gn. 2:16-17; Gn. 3:5; Rm. 5:12). As aflições que vem sobre o homem, não foram causadas por Deus, mas pelo pecado, cometido pelo próprio homem.
É certo que nos propósitos de Deus o homem teria o direito de escolher. Podemos ver isso em várias partes da Bíblia, inclusive nos primeiros capítulos do Gênesis. Vamos então ver um exemplo: alguém fura os próprios olhos (ou de outrem). Como vamos atribuir tal aflição a Deus? Tá, mas o texto fala de nascer com estes problemas. Mas este exemplo condiz com a ideia usada na defesa, colocando este ponto no segundo versículo citado. Assim como um pai fica triste quando precisa castigar suas filhas, assim é Deus para conosco, no entanto, da mesma forma, tal ato é disciplina, para nossa correção, “para não sermos condenados com o mundo” (I Co. 11:32).
Um colega de trabalho, de alguns anos atrás, nascido com um problema é uma das pernas, costumava dizer: “Deus sabe o que faz. Eu sou um cara tão mal, que Deus me fez assim pra não me perder de vista”.
Mas vamos ver um exemplo, bastante forte, da própria Escritura: Jó. Jó perdeu tudo que tinha, inclusive seus filhos e sua saúde. No entanto não foi Deus que causou tal mal, apesar d’Ele ter permitido. Já foi dito em postagens anteriores, que todas as coisas acontecem com a permissão de Deus, mas permitir não é causar. Também sabemos que quando ele permite há algum motivo para tal. Podemos citar motivos para vários acontecimentos descritos na Bíblia, mas não vamos fazer isso neste momento. E mesmo quando Jó interpelou a Deus, ele foi duramente repreendido (vale a pena ler todo o livro de Jó, é um dos mais lindos das Escrituras).
E, para concluir, algumas palavras do próprio Filho de Deus. Mateus 19:3-8: “Vieram a ele alguns fariseus e o experimentavam, perguntando: É lícito ao marido repudiar a sua mulher por qualquer motivo? Então, respondeu ele: Não tendes lido que o Criador, desde o princípio, os fez homem e mulher e que disse: Por esta causa deixará o homem pai e mãe e se unirá a sua mulher, tornando-se os dois uma só carne? De modo que já não são mais dois, porém uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem. Replicaram-lhe: Por que mandou, então, Moisés dar carta de divórcio e repudiar? Respondeu-lhes Jesus: Por causa da dureza do vosso coração é que Moisés vos permitiu repudiar vossa mulher; entretanto, não foi assim desde o princípio.”
Qual o motivo, então, de algumas coisas que vem a afligir a humanidade? Podemos ver neste texto que é a dureza do coração do homem. A maldade escolhida pelo próprio homem é a causa de seu sofrimento. Não podemos atribuir a Deus o que é nossa culpa. Se a lei, sua transgressão resulta em punição. Isso não nos leva a contestar a bondade do juiz ou do executor, porquê faremos isso com Deus?
E ainda, em Jo. 9:1-3: “Caminhando Jesus, viu um homem cego de nascença. E os seus discípulos perguntaram: Mestre, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego? Respondeu Jesus: Nem ele pecou, nem seus pais; mas foi para que se manifestem nele as obras de Deus.”
Podemos ver que outro motivo de algumas aflições do homem, quando estas não provem do pecado, é para que o poder de Deus seja manifestado. Nesta linha podemos falar das tribulações, que passamos de vez em sempre, e que nos ajuda a nos fortalecer no Senhor (2 Co. 12:10) e em nosso processo de santificação (Rm. 5:3-4).
Peço a Deus que nos ajude nas tribulações e continue nos aperfeiçoando até o dia da vinda de Jesus Cristo.
DEUS OS ABENÇOE GRANDEMENTE!
Ozires de Beserra da Silva
Técnico em Informática, Concluinte do Curso de Licenciatura em Matemática e Servo do Deus Altíssimo.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

.: Uma pergunta pode mudar uma história :. (22 de Julho de 2015)


- A Bíblia se contradiz quanto a época em que foram “distribuídos” os idiomas?

Continuando sobre as contradições apontadas, na sequência que estão escritas, vamos ver o que foi dito sobre a época em que foram “distribuídos” os idiomas:
“Toda a terra tinha uma só língua e as mesmas palavras, até que Deus criou vários idiomas diferentes, fazendo com que ninguém entendesse um ao outro (Gênesis 11:1,6-9). [Ora, em toda a terra havia apenas uma linguagem e uma só maneira de falar. … e o SENHOR disse: Eis que o povo é um, e todos têm a mesma linguagem. Isto é apenas o começo; agora não haverá restrição para tudo que intentam fazer. Vinde, desçamos e confundamos ali a sua linguagem, para que um não entenda a linguagem de outro. Destarte, o SENHOR os dispersou dali pela superfície da terra; e cessaram de edificar a cidade. Chamou-se-lhe, por isso, o nome de Babel, porque ali confundiu o SENHOR a linguagem de toda a terra e dali o SENHOR os dispersou por toda a superfície dela.]”
“Anterior a isto, a Bíblia fala de diversas nações, cada um com sua própria língua (Gênesis 10:5) [Estes repartiram entre si as ilhas das nações nas suas terras, cada qual segundo a sua língua, segundo as suas famílias, em suas nações.]”
Obs.: O texto entre as aspas foi transcrito conforme escrito e o texto entre colchetes eu incluí, sendo, estes, os textos referentes aos versículos citados como defesa de sua tese.
O que digo? Primeiro quero dizer que os livros da Bíblia não estão dispostos em ordem cronológica. Mesmo algumas partes dentro do mesmo livro, especialmente quando se compara textos com as genealogias. Os finais das genealogias não estão cronologicamente ligados ao(s) capitulo(s) seguinte(s). Se você ler Gn. 7, vai perceber que ele não é exatamente cronológico. No v. 6 “Tinha Noé seiscentos anos de idade, quando as águas do dilúvio inundaram a terra.” e, depois, no v. 7, “Por causa das águas do dilúvio, entrou Noé na arca, ele com seus filhos, sua mulher e as mulheres de seus filhos.”. Acredito que ninguém tenha problema em ver que a ordem das palavras, que narram os acontecimentos, não é cronológica. Será muito menos quando compararmos passagens com os textos das genealogias.
O que está escrito em Gn. 11 provavelmente ocorreu na época de Gn. 10:25. Então, quando se chegou em Gn. 10:5, 20, 31 e 32, Gn. 11 já havia ocorrido a algumas poucas centenas de anos. Tempo suficiente para existirem nações em seus respectivos lugares, conforme está escrito.
Pelas próprias palavras de Jesus: “Não se vendem dois pardais por um asse? E nenhum deles cairá em terra sem o consentimento de vosso Pai. E, quanto a vós outros, até os cabelos todos da cabeça estão contados.” [Mt. 10:29-30] (grifo nosso). Se coisas tão “banais” como essas estão dentro dos cuidados de Deus, imagine as coisas mais expressivas, inclusive Sua Palavra.
Peço a Deus que nos guarde, a nós, e nossa descendência e que Sua Palavra possa nos guiar pelo caminho eterno, Jesus.
DEUS OS ABENÇOE GRANDEMENTE!
Ozires de Beserra da Silva
Técnico em Informática, Concluinte do Curso de Licenciatura em Matemática e Servo do Deus Altíssimo.

sexta-feira, 17 de julho de 2015

.: Uma pergunta pode mudar uma história :. (17 de Julho de 2015)


- A Bíblia se contradiz quanto a comer carne?

Continuando sobre as contradições apontadas, na sequência que estão escritas, vamos ver o que foi dito sobre a ordem de Deus quanto a comer carne:
“Deus diz para Noé que tudo o que se move e tem vida servirá de alimento para ele, e também toda a vegetação. Só não poderá comer da carne ainda com vida, ou seja, com sangue (Gênesis 9:3-4). [Tudo o que se move e vive ser-vos-á para alimento; como vos dei a erva verde, tudo vos dou agora. Carne, porém, com sua vida, isto é, com seu sangue, não comereis.]”
“Deus diz que nem todos os animais podem ser consumidos (Deuteronômio 14:7-20) [Porém estes não comereis, dos que somente ruminam ou que têm a unha fendida: o camelo, a lebre e o arganaz, porque ruminam, mas não têm a unha fendida; imundos vos serão. Nem o porco, porque tem unha fendida, mas não rumina; imundo vos será. Destes não comereis a carne e não tocareis no seu cadáver. Isto comereis de tudo o que há nas águas: tudo o que tem barbatanas e escamas. Mas tudo o que não tiver barbatanas nem escamas não o comereis; imundo vos será. Toda ave limpa comereis. Estas, porém, são as que não comereis: a águia, o quebrantosso, a águia marinha, o açor, o falcão e o milhano, segundo a sua espécie; e todo corvo, segundo a sua espécie; o avestruz, a coruja, a gaivota e o gavião, segundo a sua espécie; o mocho, a íbis, a gralha, o pelicano, o abutre, o corvo marinho, a cegonha, e a garça, segundo a sua espécie, e a poupa, e o morcego. Também todo inseto que voa vos será imundo; não se comerá. Toda ave limpa comereis.]”
Obs.: O texto entre as aspas foi transcrito conforme escrito e o texto entre colchetes eu incluí, sendo estes, os textos referentes aos versículos citados como defesa de sua tese.
O que digo? Como já disse antes, Deus foi dando as ordens aos homens à medida que estás se tornavam necessárias. Então o que temos aqui são momentos distintos. Razões distintas. Lemos, em Gn. 1:29-30, Deus dizendo que o homem e todo animal só comeriam ervas e frutas. Isso perdurou até a ordem dada a Noé e citada por Nosso Amigo e podemos confirmar isso em Gn. 6:21. Porque então agora Deus muda a ordem dada inicialmente? Vocês podem imaginar o que haveria para comer quando todos saíram da arca? Vocês sabem quanto tempo ficaram dentro da arca e as águas estavam “ocupando” o solo? Vamos fazer as contas?
Gn. 7:11-16: Ano 600 de vida de Noé. Dia 17 do segundo mês.
Gn. 8:13-14: Ano 601 de vida de Noé. Dia 27 do segundo mês.
Passaram então um ano e dez dias na arca.
Após esse tempo podemos então crer que devido a toda a água e também dos prováveis eventos que ocorreram no solo, já que a Bíblia afirma que águas também vinham de baixo (Gn. 7:11), não havia ervas ou frutas que pudessem comer e que também o que haviam levado na arca já devia ter acabado. Seria também sensato pensar que os animais de pequeno porte tivessem procriado durante esse período. Liberar o homem para comer carne seria então a única forma de sobrevivência.
Podemos também crer que Deus fez essa liberação para que fosse “adicionado” algo ao organismo humano que reduziria sua vida na terra, já que, após isso, os anos de vida das pessoas foram sendo reduzidos. Não estou dizendo que se comermos só folha e frutas vamos viver 900 anos, mas é sabido que uma alimentação saudável torna a vida mais longa. Talvez alguma coisa que não havia antes, em nosso organismo, agora é passada de forma hereditária e não podemos viver muito mais além do limite estabelecido de 120 anos.
O texto de Deuteronômio é um outro momento da história. Quando Deus está separando um povo para si. Um povo que teria que seguir algumas regras, deixando de fazer coisas que outros povos faziam. Também é sabido por todos que alguns animais não devem ser comidos porquê são nocivos. Outros são nocivos a condição de determinadas pessoas. Então os conselhos dados a tanto tempo ainda são muito úteis hoje.
Observo ainda que na tradução alguns animais podem ter sido “trocados” (como os de Jó 40 e 41) e que os animais foram “classificados” por observação. A ciência moderna (veja que moderna é de hoje em dia, não de 3500 anos atrás) pode classificar os animais em “outras categorias” (veja por exemplo http://www.cacp.org.br/o-arganaz-e-a-lebre-ruminam/). Outro exemplo seria o morcego como ave e não como mamífero. O intuito era facilitar. É algo do tipo: “Veja se tem isso e você já saberá”.
Para saber mais sobre o motivo das proibições procure na internet se a carne dos animais citados podem transmitir doenças. Deixo como exemplo o site http://www.carnesuinabrasileira.org.br/medicina2.html ou, para quem tem maior interesse, ler o livro “Doenças Infecciosas de Harrison”.
Peço a Deus que ilumine nosso entendimento cada dia mais e que preserve nossa saúde.
DEUS OS ABENÇOE GRANDEMENTE!
Ozires de Beserra da Silva
Técnico em Informática, Concluinte do Curso de Licenciatura em Matemática e Servo do Deus Altíssimo.

#SEPADE #Ozires #OzB
Visitem nosso blog: www.sepade.blogspot.com.br

quinta-feira, 9 de julho de 2015

.: Uma pergunta pode mudar uma história :. (09 de Julho de 2015)


- A Bíblia se contradiz quanto a existência de gigantes?

Continuando sobre as contradições apontadas, na sequência que estão escritas, vamos ver o que foi dito sobre a existência de gigantes nas Escrituras Sagradas:
“Os Gigantes existiam antes da inundação (Gênesis 6:4). [Ora, naquele tempo havia gigantes na terra; e também depois, quando os filhos de Deus possuíram as filhas dos homens, as quais lhes deram filhos; estes foram valentes, varões de renome, na antiguidade.]”
“Somente Noé, sua família, e os animais da Arca sobreviveram à inundação (Gênesis 7:23) [Assim, foram exterminados todos os seres que havia sobre a face da terra; o homem e o animal, os répteis e as aves dos céus foram extintos da terra; ficou somente Noé e os que com ele estavam na arca.]”
“Mesmo depois da Inundação os gigantes continuaram existindo (Números 13:33) [Também vimos ali gigantes (os filhos de Anaque são descendentes de gigantes), e éramos, aos nossos próprios olhos, como gafanhotos e assim também o éramos aos seus olhos.]”
Obs.: O texto entre as aspas foi transcrito conforme escrito e o texto entre colchetes eu incluí, sendo estes, os textos referentes aos versículos citados como defesa de sua tese.
O que digo? Não sei porque Nosso Amigo se deu ao trabalho de levantar este tema. Vejam que o primeiro versículo, citado por ele mesmo, já responde. Os capítulos de 6 a 8 de Gênesis trata do dilúvio e o texto em Gn. 6:4 diz que “naquele tempo havia gigantes na terra; e também depois…”, ou seja, diz que antes e depois do dilúvio haviam gigantes, e diz por que motivo: “… quando os filhos de Deus possuíram as filhas dos homens, as quais lhes deram filhos…”. Vemos então que o fato que gerou os gigantes antes do dilúvio se repetiu em algum tempo após o dilúvio.
Sabemos que as lendas são estórias “inventadas” mas que retratam alguma coisa real. Vejam como algumas lendas gregas se parece com este fato. Esporadicamente os deuses desciam a terra para tomar uma mulher e geravam filhos, que eram chamados de semideuses, os quais “foram valentes, varões de renome, na antiguidade.”, citando aqui o final do texto de Gn. 6:4. Vale ressaltar que a história grega conhecida começou a uns 3.000 a.C., mas que “dados” sobre essas lendas, em forma escrita, são estimadas do período de Homero (1.100 a.C.) ou esculpida, datadas de 900 a.C. [Fontes: https://pt.wikipedia.org/wiki/Gr%C3%A9cia_Antiga e https://pt.wikipedia.org/wiki/Mitologia_grega], enquanto o livro do Gênesis foi escrito por Moisés, por volta de 1.445 a.C. [Fonte: http://www.significados.com.br/biblia/]. Se levarmos em consideração que esses 345 anos que os separam não foram suficientes para que os gregos tivessem acesso ao que Moisés escreveu, então só podemos crer que tinham ancestrais em comum. Mas isso é outro ponto.
Antes de mais explicações quero citar Dt. 29:29: “As coisas encobertas pertencem ao SENHOR, nosso Deus, porém as reveladas nos pertencem, a nós e a nossos filhos, para sempre, para que cumpramos todas as palavras desta lei.”. Algumas coisas na Bíblia são citadas, mas não são explicadas. Deus não quis explicar muitas coisas. Algumas porque não eram para sabermos (ao menos, não ainda) e outras porque não eram necessárias para nossa salvação.
Não sabemos explicar ao certo o que seriam os “filhos de Deus” citados no texto. O que sabemos é que eles sobreviveram ao dilúvio e tiveram filhos com mulheres, novamente, após. Como o segundo texto citado, pelo Nosso Amigo, diz que “… foram exterminados todos os seres que havia sobre a face da terra …”, então podemos acreditar que seriam, talvez, anjos. Já pesquisei um pouco sobre o assunto e tudo que podemos encontrar são teorias e especulações. No entanto não sabermos explicar algumas coisas do que aconteceu não torna o tema em uma contradição nas Escrituras.
Peço a Deus que ilumine nosso entendimento e nos revele coisas grandes e ocultas [Jr. 33:3].
DEUS OS ABENÇOE GRANDEMENTE!
Ozires de Beserra da Silva

Técnico em Informática, Concluinte do Curso de Licenciatura em Matemática e Servo do Deus Altíssimo.

sexta-feira, 3 de julho de 2015

.: Uma pergunta pode mudar uma história :. (03 de Julho de 2015)


- A Bíblia se contradiz quanto a sua inspiração divina?

Começando sobre as contradições apontadas, na sequência que estão escritas, vamos ver o que foi dito sobre a inspiração das Escrituras Sagradas:

“A Bíblia nos fala que toda a escritura foi inspirada por Deus (II Timóteo 3:16). [Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça,]”
“Mas em alguns trechos é negada a inspiração divina (I Coríntios 7:6; 5:12) [E isto vos digo como concessão e não por mandamento.]; [Pois com que direito haveria eu de julgar os de fora? Não julgais vós os de dentro?] (II Coríntios 11:17) [O que falo, não o falo segundo o Senhor, e sim como por loucura, nesta confiança de gloriar-me.]”
Obs.: O texto entre as aspas foi transcrito conforme escrito e o texto entre colchetes eu incluí, sendo estes, os textos referentes aos versículos citados como defesa de sua tese.

O que digo? Digo que podemos ver a tentativa de manipular o texto para que este o atenda. Qualquer um que ler os dois primeiros textos, mesmos estes isolados como estão, perceberá que não há nenhuma contradição ou negação a inspiração divina das Escrituras. Nosso amigo (passarei a me referir ao autor do texto que me foi enviado desta forma, já que este não está declarado) está se valendo dos pronomes para atribuir o que está escrito a pessoa que o escreveu. De forma alguma tem sido negado quem escreveu qual livro, e até é motivo de estudo e pesquisa aqueles livros que ainda não se sabe quem os escreveu. E isto também não é razão para se negar a inspiração divina dos livros escritos. Como exemplo vamos citar os belos salmos escritos por Davi. Foram escritos por Davi. Isso de alguma forma nega a inspiração divina? Vejamos o que Jesus disse a Pedro em determinada passagem:

Indo Jesus para os lados de Cesaréia de Filipe, perguntou a seus discípulos: Quem diz o povo ser o Filho do Homem?
E eles responderam: Uns dizem: João Batista; outros: Elias; e outros: Jeremias ou algum dos profetas.
Mas vós, continuou ele, quem dizeis que eu sou?
Respondendo Simão Pedro, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.
Então, Jesus lhe afirmou: Bem-aventurado és, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue que to revelaram, mas meu Pai, que está nos céus.
Mt. 16:13-17

Podemos ver que a resposta à pergunta de Jesus foi dada por Pedro e mesmo assim Ele atribui sua resposta a uma Inspiração Divina. Apenas este texto é suficiente para nos esclarecer como foi escrita toda a Bíblia.
Quanto ao segundo texto que, aparentemente, é uma contradição, pois Paulo diz claramente “O que falo, não o falo segundo o Senhor”, o que nos remeteria a que, na Bíblia, haveria ao menos um texto o qual não seria inspirado, já que o próprio Paulo o diz.
No entanto esse texto nos mostra dois pontos que são críticos: 1. Pegar textos isolados de seus contextos e tirar conclusões sobre ele e, 2. tentar entender as escrituras através do nosso próprio entendimento.
Não estou dizendo no ponto 2 que não seja possível a qualquer pessoa entender as Escrituras ou que cada um não possa fazer seus próprios estudos sobre as Escrituras. O que estou fazendo é uma referência ao que o Apostolo Pedro escreveu em 2 Pe. 1:20,21: “Antes de tudo, sabei que nenhuma profecia da Escritura provém de interpretação pessoal, porquanto, jamais a profecia teve origem na vontade humana, mas homens santos falaram da parte de Deus, orientados pelo Espírito Santo.” [KJA]
Para entendermos o segundo texto citado pelo Nosso Amigo, precisamos ler todo o capítulo 11 para que saibamos em qual contexto está inserido o texto. Vou colocar abaixo, o texto da versão KJA, que está numa linguagem mais próxima da nossa, como Paulo começa escrevendo este capítulo e o texto que precede o versículo usado, bem como ele mesmo e o seguinte:

Quisera eu me suportásseis ainda um pouco mais na minha loucura! Rogo-vos que sejais pacientes comigo.
… .
Afirmo, uma vez mais, que ninguém me considere louco. Mas, se assim pensais, recebei-me como quem acolhe a um fraco de juízo, pois assim, ao menos, terei algo de que me orgulhar. Ao declarar esse orgulho, não o estou fazendo segundo o Senhor, mas como quem perdeu a sensatez. Considerando que há muitos que se orgulham de acordo com padrões mundanos, ora, eu de igual modo posso me orgulhar.

Peço a vocês que me digam se falta Inspiração Divina neste capítulo.
Não vejo necessidade de explicações adicionais. Lhes aconselho no entanto a lerem toda esta segunda carta aos Coríntios para saberem o motivo pelo qual ela foi escrita. Todo o contexto é importante no entendimento das Escrituras para que não tiremos conclusões equivocadas do que está escrito.
Concluindo, se você ainda tem alguma dúvida sobre como é a Inspiração Divina, vou lhe dar um exemplo bem prático. Você é ruim para decorar os textos da Bíblia? Não prega o Evangelho por esse motivo? Tem medo de não saber o que falar? Lembrem que “… não cuideis em como ou o que haveis de falar, porque, naquela hora, vos será concedido o que haveis de dizer, visto que não sois vós os que falais, mas o Espírito de vosso Pai é quem fala em vós.” (Mt. 10: 19,20). Se você já saiu para Evangelizar, e orou pedindo para Deus para lhe dar as palavras certas, já viveu a experiência de receber a Inspiração Divina. Os textos certos, da forma certa e no momento certo, vêm a sua mente. Toda a timidez desaparece. Você fica cheio do Espírito Santo e seus interlocutores ouvem a pregação da Palavra de Deus. Mesmo os textos que aqui escrevo não vem de mim mesmo, mas me são inspirados por Deus, pois não tenho a menor capacidade de fazê-los por mim mesmo.
Agradeço a Deus por usar-me em sua infinita graça.
DEUS OS ABENÇOE GRANDEMENTE!
Ozires de Beserra da Silva
Técnico em Informática, Concluinte do Curso de Licenciatura em Matemática e Servo do Deus Altíssimo.

sexta-feira, 19 de junho de 2015

.: Uma pergunta pode mudar uma história :. (19 de Junho de 2015)


- O que você diz das contradições que existem na Bíblia?
Conversava com meu colega Josué sobre assuntos diversos quando em um momento citei a Bíblia. Ele me disse que não cria na Bíblia por causa das muitas contradições que existem nela. Perguntei quais e ele imprimiu uma lista que encontrou em um site e me entregou. Será baseado nesta lista que vamos tentar “explicar” as aparentes contradições que estão listadas nestas 33 páginas. Então teremos muitas coisas para nos ocupar nas próximas postagens.
O texto não tem nome de autor mas transcreverei abaixo como começa a sua “exposição”:
- “Sempre disseram que a Bíblia é a Palavra de Deus. A história da caminhada do Povo de Deus, orientado por Ele. Mas a Bíblia, sendo composta por 66 livros sob inspiração divina, não poderia conter erros ou contradições, pois Deus é infalível, e sua Palavra é fonte de verdade. No entanto, em inúmeras passagens encontramos contradições, valores incertos, erros gritantes…
Será que Deus, em sua infinita sabedoria, iria nos presentear com um “Manual para a Vida” tão cheio de falhas???
Chamar a Bíblia de “a Palavra de Deus” pode até mesmo ser considerado um insulto a Deus. Chamá-la de “um guia moral” é uma afronta à decência e dignidade dos povos. Chamá-lo de “guia para a vida” é fazer uma piada de nossa existência. E pretender que ela seja a verdade absoluta é ridicularizar e subestimar o intelecto humano.”
Nesta primeira postagem não irei tratar das contradições por ele expostas, mas de sua introdução, transcrita acima, da forma como ele escreveu. Vamos pegar os termos utilizados para compor sua hipótese conforme o que eles realmente significam.
Erro – Opinião, julgamento contrário à verdade;
Contradição – O que se opõe ao que foi dito ou feito anteriormente;
Erros gritantes – Que chama a atenção de imediato;
Falha – lacuna, falta;
Insulto – ofensas e ultrajes proferidos contra a reputação de alguém;
Decência – Respeito aos bons costumes; honestidade; dignidade nas maneiras;
Subestimar – Não dar o devido valor ou apreço;
Intelecto – Inteligência, entendimento;
Todos os significados acima foram de www.dicio.com.br e contém um link para a página em cada nome.
Ele começa alegando que por Deus ser infalível e a Bíblia sendo fonte de verdade, então ela não poderia conter erros ou contradições. Veremos que o que ele chama de erros, contradições e “erros gritantes” (vocês já viram quais? pois são muito evidentes segundo ele) não afetam em nada a mensagem da verdade contida n’Ela.
Ter lacunas ou faltar explicar algumas coisas não afetam a verdade e não é um erro. A própria Bíblia explica o motivo. Dt. 26:29, Rm. 1:19, II Ts. 2:6b (este último extrapolando o contexto, do particular para o geral).
Dizer que é um insulto a Deus, atribuir a Bíblia o status de Palavra de Deus, pode o colocar na condição contrária, de insultar a Deus por a negar. Certo? Quantos e quantas coisas já insultaram a Deus abertamente e tiveram sua recompensa? E os que ainda irão? Decerto o fato da Bíblia ainda estar entre nós tem um objetivo divino e ela está cumprindo seu papel fielmente.
No final da introdução é que vem a parte mais interessante: “uma afronta à decência… dos povos.”. Sério? É sabido por todos que a maioria dos povos passados não tinham nenhuma decência e respeito pela vida. Povos que usavam quaisquer pretextos para orgias e mortes de mulheres e crianças. Os povos hoje a cada dia têm “resgatado” essa indecência. Está da forma como descrito em Rm. 1:26-31. Quando li essa parte cheguei a duvidar da honestidade do “autor”. Dizer que os povos são descentes e a Bíblia está em um nível moral abaixo deles (já que não lhes pode nem servir como guia) foi tremendamente absurdo. A Bíblia é reconhecida por quase todos (eu pensava que todos até ler isso) pelo seu auto padrão moral.
Para terminar ele disse que achar que a Bíblia é a verdade absoluta é “ridicularizar e subestimar o intelecto humano”. Não vou aqui dizer que a Bíblia seja a verdade absoluta, pois para isso teria que abranger o que seja verdade para todas as pessoas, olhando para ela de forma relativa. Posso então apontar uma contradição na sua forma de pensar. Se assumirmos que a verdade é relativa, já que não há verdade absoluta, então a Bíblia também não pode conter erros, conforme ele alega. No entanto a Bíblia trata de uma verdade, JESUS, e nesta Ela é absoluta. Quanto ao intelecto humano, que em sua maioria não sabe sequer o que faz aqui na Terra? Que não sabe o sentido de viver? Nem sabe de onde veio e nem para onde vai? O que só tem uma certeza na vida: que é a morte? O que se esforça o tempo todo para entender a si mesmo e o mundo onde vive? E a cada dia se surpreende para logo em seguida tudo perder o sentido? O que não consegue compreender as coisas simples dele próprio, como o porquê das coisas serem como são? O que muda todos os dias, de lado, de opinião, de vontades, de gostos? O que esbarra nas dificuldades impostas pelo limite de sua própria capacidade?
Encerrando esta primeira introdução quero ainda abordar aqui o que vejo muitos dizerem contra a Bíblia. Que seus originais não existem mais; que existem muitas alterações; que há vários livros perdidos; que cada tradução diz uma coisa diferente; e que cada “religião” muda o que quer e da forma que quer. Bem meus queridos, decerto que os originais não devem mais existir. Cada livro foi escrito uma única vez pelo próprio autor. A escrita foi a mão, com pena e tinta. Suas cópias foram feitas por outras pessoas, que liam a original e copiavam o que liam. Também a mão, com pena e tinta. É certo que esta pessoa era letrada e devia ter uma boa caligrafia. E, depois de copiado cada página, uma outra pessoa lia tudo, para ver se os textos estavam idênticos. Quando não, ou quando havia qualquer palavra que pudesse causar alguma dúvida, essa folha era descartada e todo o trabalho tinha que ser refeito. Também tinha que ser refeito quando se borrava ou errava. Nada de riscar e continuar. Errou, descarta e começa tudo novamente. Então você pode imaginar quanto trabalho não dava e quanto tempo se levava para fazer uma cópia de um único livro. Depois do primeiro livro copiado, haviam então dois “originais” e agora duas pessoas o podiam copiar. Com o uso é certo que os primeiros devem ter ficado gastos, sem contar com o desgaste do próprio tempo. Estima-se que os primeiros foram escritos em 1500 a.C., ou seja, a uns 3500 anos atrás. Temos que ter ainda em mente que a linguagem muda de tempos em tempos e em algum momento algumas cópias começaram a ter sua linguagem atualizada para que houvesse um melhor entendimento pelos leitores. Muitas palavras caem em desuso e terminam por ficarem esquecidas. Outro ponto são os momentos em que se começou a traduzi-la para outros idiomas. Algumas palavras não tem uma tradução literal para outras línguas e também algumas palavras tem vários significados. Quem tenta aprender uma língua diferente deve estar ciente do que estou dizendo. Então os tradutores partiam do contexto para escolher uma melhor tradução para estas palavras. Algumas eventuais “variações textuais” (é como as sociedades bíblicas chamam estas diferenças) não alteram, no entanto, o sentido completo da mensagem bíblica. Acaso algum livro tenha se perdido durante o tempo pode ter certeza que este não fazia parte do plano de Deus para nós e qualquer alteração feita por conta de “acomodar” a Bíblia a suas ideias irá ser facilmente comprovada pois distorce ou contradiz o princípio contido Nela.
Concluindo os escritos mais antigos encontrados são tão parecidos com os que temos hoje que chega a impressionar até mesmo os mais céticos. A Bíblia é considerada o livro, em suas versões atuais, mais fiel as suas versões mais antigas. De forma que podemos crer que Deus tem cuidado de sua palavra.
DEUS OS ABENÇOE GRANDEMENTE!
Ozires de Beserra da Silva
Técnico em Informática, Concluinte do Curso de Licenciatura em Matemática e Servo do Deus Altíssimo.

quinta-feira, 11 de junho de 2015

.: Uma pergunta pode mudar uma história :. (11 de Junho de 2015)

- Devo usar tatuagens e piercings?
Esta pergunta me foi feita a muito tempo por um colega.
Não quero parecer radical e nem tampouco quero estar abrindo “exceções”, para não incorrer no erro de validar, por conta própria, o que para Deus é errado e muito menos quero dizer ser errado o que não seja [I Co. 8:12]. Minha intenção nunca será julgar ou constranger alguém. O que vou expor aqui é MINHA visão sobre o assunto, como sempre, baseando minhas ideias na Bíblia, de forma lógica e usando o bom senso, entretanto, infelizmente, teremos mais perguntas que respostas. Então, nosso intuito será lhe trazer uma visão um pouco diferente do que, provavelmente, você já viu e, no final, a decisão sempre será sua.
Vamos primeiro buscar entender o que são tatuagens e piercings:
- Tatuagens: É uma das formas de modificação do corpo mais conhecidas e cultuadas do mundo. Trata-se de um desenho permanente feito na pele humana que, tecnicamente, é uma aplicação subcutânea obtida através da introdução de pigmentos por agulhas, um procedimento que durante muitos séculos foi completamente irreversível (embora dependendo do caso, mesmo as técnicas de remoção atuais possam deixar cicatrizes e variações de cor sobre a pele) [Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Tatuagem, acessado em 10 de junho de 2015];
- Piercings: É uma forma de modificar o corpo humano, normalmente furando-o a fim de introduzir peças de metal esterilizado [Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Piercing, acessado em 10 de junho de 2015]. Entendemos então que os brincos que para serem usados precisam ser feitos furos na orelha também o são;
Os textos na Bíblia sobre o assunto são muito escassos e não falam claramente sobre estes aspectos. Também não temos muitas fontes seculares confiáveis (ao menos não para o meu nível de conhecimento atual) e também não há achados arqueológicos em que pudéssemos fundamentar uma boa defesa.
Citaremos os textos encontrados e discorreremos um pouco sobre as ideias neles:
- Gn 24:47 – “Então lhe perguntei: De quem és filha? E ela disse: Filha de Betuel, filho de Naor, que Milca lhe deu. Então eu lhe pus o pendente no nariz e as pulseiras sobre as mãos;”.
O fato de ter posto o pendente no nariz nos traz duas ideias:
1ª – Ela já tinha o nariz furado para que pudesse ser posto o pendente, pois é razoável pensar que o furo não poderia ser feito no ato, afinal eles estavam fora da cidade, junto a um poço de água, onde várias mulheres iam para tirar água e no momento havia, no mínimo, os animais que estavam com o servo de Abraão, que dera os presentes a moça. Baseados nisso temos mais duas hipóteses: a) todos os pendentes para nariz tinham a mesma espessura, de forma que todos os furos no nariz fossem iguais, b) ele tinha vários diferentes e analisou qual caberia no furo do nariz dela para poder colocar um que servisse;
2ª – Os pendentes eram de “encaixe”. Sendo este o caso não seria necessário ter furo no nariz. Minha ideia seria algo de pressão. Procurei algumas imagens, além da abaixo, no entanto as imagens que encontrei são bem recentes e em sua maioria me pareceram que tinham que ter furos;

[Imagem de http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-646822424-kit-com-10-piercing-de-nariz-argola-nariz-presso-_JM]
- Lv. 19:28 – “Não fareis cortes no corpo como sinal de lamento pela morte de alguém, também não fareis nenhuma tatuagem. Eu sou Yahweh.” (Versão King James [KJA]). Dt. 14:1 é um texto semelhante a este.
Sabemos que Deus foi dando as revelações ao homem à medida que se tornavam necessárias. Ao que parece, por estes textos, que alguns dos povos que eram “vizinhos” dos Israelitas tinham o hábito de se cortarem e fazerem marcas permanentes em seus corpos por “motivos religiosos”. Além destes dois textos vemos esse feito (de automutilação) em I Rs. 18:28, Jr. 16:6 e Os. 7:14.
Sabemos ainda que muitos povos antigos marcavam seus corpos com palavras e “figuras” com conotações de feitiçarias e que alguns povos utilizavam piercings com o intuito de “receber” os deuses. Decerto que o uso hoje, pela maioria das pessoas, não tem nenhuma dessas duas conotações.
O texto de Gn. 35: 2;4, nos mostra Jacó pegando os deuses estranhos que suas mulheres trouxeram da casa de seu pai, juntamente com “as arrecadas que pendiam de suas orelhas” e os escondendo debaixo de um carvalho. Os brincos são encontrados na Bíblia sendo chamados de diversas formas, como: arrecadas (visto aqui), pingentes ou pendentes [enfeites que tinham uma aparência de gotas] (como vistos agora a pouco), argolas [acredito que fazendo referência a enfeies redondos] (como em Jz. 8:24) e adornos [de forma mais geral, se referindo a quaisquer enfeites] (como em Pv. 3:22 e Ez. 23:26). O fato aqui é que Jacó entendeu que estes brincos não agradavam a Deus, talvez por vir da mesma casa que veio os ídolos, e tratou de se livrar deles.
Outro texto que poderia dar algum indício sobre o assunto que estamos falando no momento é o que segue:
Ex. 32:2 – “E Arão lhes disse: Arrancai os pendentes de ouro, que estão nas orelhas de vossas mulheres, e de vossos filhos, e de vossas filhas, e trazei-mos.” (Versão Atualizada e Corrigida Fiel [ACF])
Este texto nos dá alguns pontos interessantes para observarmos:
a.    Citei este texto na versão em questão pois o verbo demostra melhor o fato. Arrancar, é retirar a força ou contra vontade. Decerto que muitas mulheres não iriam querer dar os poucos enfeites que tinham e seus maridos tiveram que tirar (este é o verbo usado em outras versões) contra a vontade delas. Agora vejamos duas imagens que “catei” na internet.
 
Apenas olhando para estas imagens podemos supor que, apesar de todos serem pendentes para orelhas, o primeiro não necessita ser “pregado”, enquanto que os outros dois, sim. Assim podemos supor a dor que as mulheres sentiriam, caso se tivesse que serem retirados contra sua vontade.
b.    O outro ponto é, que pendentes eram esses que os filhos e as filhas também usavam?
Outro texto nos dá uma boa ideia de que as orelhas não eram furadas:
Ex. 21:5-6 – “Mas se aquele servo expressamente disser: Eu amo a meu senhor, e a minha mulher, e a meus filhos; não quero sair livre, então seu senhor o levará aos juízes, e o fará chegar à porta, ou ao umbral da porta, e seu senhor lhe furará a orelha com uma sovela; e ele o servirá para sempre.” (ACF)
E posteriormente:
Dt. 15:16-17 – “Mas se ele te disser: Não sairei de junto de ti; porquanto te ama a ti e a tua casa, por estar bem contigo; então tomarás uma sovela, e lhe furarás a orelha contra a porta, e ele será teu servo para sempre; e também assim farás à tua serva.”
Bom, alguns podem argumentar, “mas escravos realmente não tinham as orelhas furadas pois não tinham como usar os brincos”; e este pensamento não está de todo errado. No entanto sabemos que havia muitas formas de alguém se tornar escravo de outra e em alguns casos, pessoas que não nasceram escravos, terminavam se tornando. Se já tivessem a orelha furada, não é certo que o “comprador” saberia que o escravo já tinha dono?
Andando um pouco mais na história vemos que os escravos então passaram a usar brincos redondos, talvez para esconderem os furos, pois perfurações podem deixar marcas bem feias, e talvez depois como forma de identificar quais escravos eram de quais donos. O fato é que, baseado nos pontos anteriormente citados, os piercings que são colocados através de perfurações não devem ser utilizados.
Outro ponto que acho bastante interessante é o texto que está escrito em Jo. 8:31-36. Onde Jesus diz “que todo aquele que comete pecado é escravo do pecado” mas, “se o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres”. Então vejo os dois assuntos intimamente ligados. Espero que o que eu vou dizer aqui não seja mal interpretado. Você comete pecado e assim é escravo do pecado, mas, olhando para a lei, após alguns anos você tem direito a ser livre, no entanto você fura a orelha e coloca um brinco. Isto não parece que você quer continuar escravo do pecado? Olhando um pouco mais para hoje vemos muitas mães que furam as orelhas das filhas logo quando nascem. Não faz parecer que ela é escrava do pecado desde seu nascimento? Isso não remonta a ideia do pecado original?
Então tenho o orgulho de daqui a alguns anos, quando da emancipação de minhas filhas, poder dizer a elas: “A escolha é de vocês!”.
Gostaria de encerrar por aqui, mas o assunto vai um pouco mais além disso. Como os textos são poucos, especialmente quanto as tatuagens, então me vejo obrigado a abordar um outro ponto da questão:
1.    Qual o motivo de se usar tatuagens e piercings? Separamos alguns sites na internet que falam de alguns motivos para se fazer as tatuagens:
Bom, para não dizerem que sou tendencioso, coloquei 3 links que NÃO SÃO de pessoas ligadas a igrejas (imagino). Os 3 falam da mesma cousa, mas abordando pontos de vista diferentes. Vale a pena lê-los com carinho e com intuito de aprendizado. Tá, beleza, mas vamos ao que interessa. Os motivos pelos quais as pessoas usam tatuagens e piercings são os mais variados. Mas, eu quero perguntar a você: “Honestamente, porque usar?"
Não vou citar textos aqui, mas quero lhe dizer ainda que não para só no motivo. Mentir é pecado mesmo que seja por um bom motivo, i.e., ter um bom motivo pode não justificar um erro.
2.    Deus não quer nossos corpos? Se você acha isso, então leia, I Co. 6:19-20.
3. Quais as marcas que podemos ter em nossos corpos? Leiam Gálatas 6:17 e pensem detidamente em quais são as marcas de que o Apostolo Paulo diz ter.

Para encerrar quero dizer três coisas:
1.    Espero ter trazido uma visão um pouco diferente do que já tem muito na internet e lhe faça pensar de um novo ponto de vista. Mesmo assim, se você não ficou muito satisfeito com o que leu aqui e esperava mais um pouco, dê uma olhada no vídeo que está neste link http://iiecg.blogspot.com.br/2014/12/certo-ou-errado-3-tatuagem.html;
2.    Não estou aqui dizendo que você não pode se arrumar ou se enfeitar, ou que deve ou não deve usar tatuagens e piercings e muito menos se é certo ou é errado usá-los. Estou dizendo que você deve pensar se o que você está fazendo está de acordo com o texto de I Co. 10:31. Fico feliz demais quando minha esposa e minhas filhas se arrumam e ficam ainda mais belas; especialmente quando vamos a Casa do Senhor, nosso Deus.
3.    O que está no seu exterior importa menos do que o que está no seu interior.

DEUS OS ABENÇOE GRANDEMENTE!
Ozires de Beserra da Silva
Técnico em Informática, Concluinte do Curso de Licenciatura em Matemática e Servo do Deus Altíssimo.